sexta-feira, 18 de março de 2011

Cap.5 - Primeiro Dia de Escola

No dia seguinte acordei com a minha mãe a chamar-me. Tinha-me esquecido completamente que já tinha de ir para a escola naquele dia.
Levantei-me, fui tomar o meu banho matinal, agarrei num caderno e numa caneta, pus numa mala e fui para baixo tomar o pequeno-almoço. Comi o habitual, duas torradas e um copo de leite e sai com os meus pais, eles iam-me levar à escola, não só para conhecer o caminho, mas também para falarem com a directora.
Quando cheguei fui com eles até a sala da directora, estivemos a falar um bocado e depois deu-me o horário e saí. Não encontrava a minha sala, estava meia perdida. Então fui pedir ajuda a uma auxiliar. Lá me disse onde era a sala e fui para a porta. Quando tocou entrei e fiquei à espera. Começaram a entrar os meus colegas muito descontraídos e a rirem-se, mas quando me viram os olhares caíram todos em cima de mim, já não era a primeira vez que sentia aquilo. A professora entrou na sala e sentaram-se todos. Eu achei um bocado estranho toda a gente estar com malas para portáteis em vez de uma mochila normal da escola para guardar os livros.
- Bom dia alunos – disse a professora.
- Bom dia! – disseram os alunos à professora. Aquilo foi cómico, pois pareciam o coro da igreja.
- Vejo que temos uma aluna nova – disse a professora, olhando para mim – como é que te chamas?
- Mónica – respondi, num tom envergonhado.
- Muito bem Mónica. Podes vir aqui ao quadro fazer a tua apresentação?
Comecei a ficar nervosa, parecia que o meu coração queria sair da boca para fora. Então fui até ao quadro e comecei a falar.
- Olá a todos! Eu chamo-me Mónica Oliveira, tenho 16 anos e vim de Portugal. Não sei falar muito bem inglês, mas também já me vou acostumando. Espero ser uma boa colega para vocês.
Estava a espera que todos começassem a fazer comentários, mas não. Ficaram todos calados e quietos, pareciam robôs. Eu sentei-me e a professora teve de sair, porque se tinha esquecido de uma coisa, então começaram todos a falar. Eu estava muito sossegada quando dois rapazes que estavam a minha espera viraram-se para trás.
- Oláááááá! – disseram os dois em simultâneo.
- Eu sou o Chaz!
- E eu sou o Ryan!
Eu comecei-me a rir deles, eram cómicos. Eles começaram a falar comigo e eu só me ria. Entretanto a professora chegou, todos se calaram e eles continuaram a falar.
- Chaz, Ryan! Eu não acredito que já se estão a meter com a nova aluna! – disse a professora com ar de gozo. Começaram-se todos a rir, eles ficaram um bocado encavacados e eu comecei a sentir a minha cara quente.
- Não stora acha? Nós só estávamos a ser uns bons colegas! – disse o Chaz, com aquele ar de gozão.
- Sim, sim pois! Vamos mas é começar a aula. Abram o powerpoint da aula anterior.
Começamos a dar a matéria, o Ryan emprestou-me o seu computador e assim passou aquela manha. Acho que foram as aulas mais rápidas que já tive até hoje. Tocou para sair e eu ia para casa, quando o Chaz e o Ryan vieram ter comigo.
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bem aqui está mais um capiutulo! espero ter muitos comentarios pois pelo que vejo estou a ter visitas mas ninguem comenta... x: please comentem a serio! x: anyway... espero que tenham gostado :D

segunda-feira, 14 de março de 2011

Cap.4 - Bem-Vindos

Era a primeira vez que andava de avião e eu estava ansiosa. Mas não sabia que andar de avião era tão secante então pus os phones e comecei a ouvir a minha música, num instante adormeci. De repente sinto um abanão e assustei-me, pensava que tinha acontecido alguma coisa, mas não. Era o meu pai a acordar-me a dizer que já tínhamos chegado. Estava frio e tudo branco, aquilo era fascinante, mas havia um problema… não sabia falar inglês. As pessoas falavam comigo e eu ficava a toa. Apanhámos um táxi e fomos para a nossa casa, finalmente tínhamos chegado.
- Woooow! É esta a nossa casa? – perguntei eu aos meus pais.
- Sim é, gostas? – perguntou o meu pai.
- Se eu gosto? Eu amooo esta casa! Eu não acredito que é nossa!
Eu entrei a correr para ir ver por dentro. Já tinha mobília e era linda! Finalmente cheguei ao meu quarto, aquilo era lindo! Nem parecia meu. Era grande e lindo! Já disse que era lindo?
Eu estava toda fascinada com o meu quarto quando, de repente ouve-se a campainha a tocar.
- Mónica vai abrir a porta! – exigiu a minha mãe.
Desci as escadas em direcção à porta e era uma senhora, por volta dos 65 anos, com uma tarte de maça na mão.
- Olá, boa tarde – disse a senhora amavelmente.
- Olá, boa tarde – disse eu um bocado tímida.
- Vocês são os novos vizinhos, não são?
- Sim.
- Eu sou a vizinha da frente. Chamo-me Anne.
- Ah sim! Entre.
- Obrigada. Eu fiz esta tarte para dar as boas vindas.
- Obrigada, mas não era preciso incomodar-se – eu já disse isto com um bocado de dificuldades, mas já me estava a acostumar.
- Mónica, quem é? – disse a minha mãe, descendo as escadas.
- É a dona Anne, veio dar-nos as boas vindas.
- Quem?
- Anne, se faz favor – disse a senhora com um grande sorriso nos lábios.
- A Anne… a vizinha da frente.
- Ah, olá! Desculpe na ter vindo abrir a porta, mas estava a arrumar as coisas lá em cima – disse a minha mãe.
- Ahahah não faz mal! As mudanças são sempre assim. Já quando a minha filha se mudou para a Atlanta com o meu neto foi assim. Bem eu só vim cá deixar uma tarte para vocês comerem depois do jantar.
- AAHHHH! O JANTAR! Mas que horas são? – perguntou a minha mãe aflita.
- São 19h30m. Mas se está preocupada com o jantar, porque é que não vê, jantar a minha casa?
- Ah não obrigada. Não queremos dar trabalho.
A minha mãe sempre foi assim. Nunca queria dar trabalho. E depois começava a lamentar-se “porque é que não aceitei aquilo?!” era sempre assim.
- Venham lá! Vocês não devem ter nada para comer! – disse a Anne.
- Mãe vá lá! Nós não temos nada para comer cá em casa! Disse eu a começar a enervar-me com ela, porque depois quem levava com as lamentações era aqui a je!
- Vê? Mais uma razão par irem! – disse a Anne insistindo com a minha mãe.
- OKok! Nós vamos.
YES! Finalmente ela aceitou alguma coisa!
- Muito bem, então estejam lá em casa por volta das 20h30m.
- Ok, obrigada Anne, até logo – disse a minha mãe.
Eram 20h30m e lá estávamos nós à porta da Anne para irmos jantar e conviver um pouco. O jantar foi óptimo e a companhia também. A Anne e o Bruce eram muito divertidos e agradáveis e eu aprendi muito com eles. Já falava alguma coisa em inglês, pelo menos respondia a algumas perguntas que eles faziam. Só mais alguns dias e já falava na perfeição.
Acabámos o jantar e ficámos mais um bocado à conversa. O meu irmão já dava sinais que queria ir para a cama e eu também. Tinha sido um dia longo. Quando chegamos fui-me deitar e adormeci logo.
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Bem aqui esta! Eu já tinha começado a escrever entao aproveitei e acabei-o! Espero que gostem :D ah! e comentem muito pff (:

Cap.3 - A Despedida

Peço desculpa por nao ter postado ontem.. por isso hoje secalhar posto duas vezes...
Agr vamos ao capitulo, espero que gostem :D e comentem muito pff :D
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Era a Mars. Ela tinha vindo despedir-se de mim e isso tinha-me deixado com um grande sorriso nos lábios.
- Mars não era preciso vires – disse eu retribuindo o abraço que ela me estava a dar – o que é que estas aqui a fazer?! 
- Vim ver as pessoas a irem-se embora… OH BURRA VIM DESPEDIR-ME DE TI! – disse ela abraçando-me.
- Awww tão querida! Mas eu ainda não acredito que tu estás aqui. Que dizer, são 6h30 da manha e tu odeias acordar cedo!
- Não faças com que eu me arrependa se faz favor!
- Claro que não! Eu amei que tu viesses despedir de mim!
Os meus pais já tinham feito o check-in e faltavam 10 minutos para o voo partir.
- Mónica, vamos entrando? – perguntou a minha mãe.
- Sim. Adeus Mars. – disse eu escorrendo-me uma lágrima pelo rosto.
- Adeus Mónica – disse ela chorando
- Oh não chores! Nós vamos continuar a falar! Eu vou-te contar as noticias todas… vou ser tipo uma fofoqueira!
Nós abraçamo-nos. Isto foi a coisa mais difícil que já fiz, foi abandonar a minha melhor amiga! Eu chorei muito na nossa despedida. Mas continuava feliz porque ia para o Canada! Sem ser o facto de deixar a minha melhor amiga em Portugal.
- Mónica falta 5 minutos – disse o meu pai – temos de entrar.
Eu acabei de me despedir da Mars e embarquei no avião.